terça-feira, 15 de abril de 2008

Um amigo me disse: “é muito fácil idealizar um império na cabeça, difícil é fazer ele de verdade”. Com isso eu pensei nesse recente caso, da viagem nesse final de semana. Fui para capital do Brasil, a cidade projetada, idealizada por Kubitschek e desenvolvida pelas mãos de Niemeyer.
Já ouvi muita gente falando que não bota fé nas obras desse famoso arquiteto, que aqueles desenhinhos dele não são lá grande coisa. Bem, eu acredito que essas pessoas já tenham conhecido as construções idealizadas por ele, para poder falar alguma coisa, primeiramente.
Quem já foi em Brasília, sabe que o nome dele está estampado na cidade, pelos prédios, monumentos, ruas, bairros inteiros. A cidade é imensa e muito complicada de entender, isso é verdade, mas não quer dizer nada. Para se chegar de carro em lugar aqui do lado é necessário dar uma grande volta por lugares inacreditáveis, entre tesouras, túneis, rotatórias e avenidas.
Esse labirinto urbano ainda é muito similar, com prédios residenciais, comércios e praças padronizados, você sempre acha que está no mesmo lugar. Brasília ainda tem o formato de um avião; nas asas sul e norte moram os brasilienses; na cabine tem o planalto, a catedral e vários prédios da administração nacional; eu não conheci direito o resto do avião (turista), mas acho que lá ficam as indústrias, parques, autódromo. Eu acho!
Foi justamente no meio de uma dúvida dessas que eu descobri o encanto desse lugar. Após entrar em uma rua que não era a que eu procurava, no meio da noite. Eu me perdi e por um pequeno instante tentei concordar com a opinião dessas pessoas, de que esse Oscar Niemeyer é doido. Mas não demorou muito para eu encontrar uma placa e o meu próprio erro, de não ter procurado a numeração certa. Foi quando uma luz se acendeu e eu comecei a entender o pensamento desse cara, que idealizou e construiu tudo isso. Parabéns, lindo império!

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