Há dias ando procurando a arte, mas não de forma comum, de tintas, acordes, películas. Queria uma matéria nova, com mistérios e significados complexos, que fosse ao mesmo tempo magnífica e intrigante. Na verdade, eu descobri que precisava de uma coisa de outro mundo, além das interpretações humanas.Não desmereço nenhum pintor, cartunista, cineasta, mesmo que produzam sempre suas mesmas funções, mesmo que entrem em certa rotina, por que eles têm coragem de expor seu sentimento, de mostrar o seu mundo pessoal. Só que os segredos e lendas que envolvem as obras devem existir sempre, de forma simples em seu próprio contexto.
Foi assim que eu descobri essas obras grandiosas, os geóglifos. Eles existem em todas as partes do mundo, até aqui no Brasil, mais precisamente no estado do Acre. São desenhos feitos em grande escala, na própria superfície terrestre, a maioria só pode ser observada do céu, por conta de suas dimensões. Os mais conhecidos são os de Nazca no Peru.
Até hoje não se pôde desvendar a origem dessas imagens, que destroem plantações e marcam o solo por milênios. Dizem que as partes marcadas passam a ser inférteis para o plantio. Mistério!?
A verdade mesmo não me pertence, pode estar nas cabeças criativas dos artistas terrenos, talvez num gigantesco carimbo extraterrestre ou até mesmo numa grande coincidência climática de nossa nave terra. Só que nessas três especulações, que eu acabei de expor, dentre as milhares que podem existir, vejo algo incomum, justamente o que eu andava procurando: arte para todo o universo.
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