quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Um texto noturno:

Antes de começar, quero dizer que passei o dia inteiro esperando pelo nosso encontro. É difícil chegar até você, ainda mais nesse dias tão cheios, com meus pensamentos voando em mil espaços. Distraio-me longe de ti, meu amigo. Procurando respostas em outros prazeres e decepções para nós. Só no final do dia, percebo que estar aqui é minha salvação.
Obrigado por ter vindo. Quero lhe explicar o porquê de tudo o que fiz hoje, tem a ver com meu conhecimento e intuição. Minha paixão e fraqueza. Juntos, contra e a favor de mim. Temo a questão diária de querer estar em outra situação, pois mesmo afogado em preocupação, sei que meu caminho é mais confortável do que o de outros irmãos. Tento não reclamar, para não perder mais força.
No meio de uma ventura, me aparecem dúvidas, me aparecem sentimentos e eu culpo esse acaso. Mas devo culpá-lo? O que ele me fez de errado? Por que procurar defeito nos fatos e não em mim mesmo? Por que minha intuição prejulga com tanta eficácia, para o meu discernimento? Eu me entristeço, mesmo sabendo de tudo desde o começo.
Meu amigo, vou me concentrar esta noite, quero entender seu pensamento, saber onde, como e quando devo fazer o que é certo. Se é que devo. Não tenha medo de me mostrar o caminho da minha verdade. Se lhe procuro todos os dias antes de dormir, se te respeito e luto pelo teu bem, honrando nossos próprios mandamentos, que aprendemos durante essa maravilhosa linha do tempo.
Amanhã é a minha nova luta, meu recomeço. Depois dessa conversa, essa tranqüilidade vai perdurar sobre meu sono, iluminando meus sonhos. Esse brilho aparecerá junto ao sol e, antes de abrir meus olhos, pela manhã, vou lembrar das coisas que você me disse hoje e mudar a estrutura do meu labirinto. Será mais fácil achar a saída e, na noite seguinte, você vai aparecer sem esforço, poderei olhar para sua morada e conversar comigo mesmo, mais tranqüilo.

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